quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Libertas quæ seras tamen


Uma das mais respeitadas e aguardadas mostras de cinema brasileiro, a Mostra Tiradentes apresenta sua programação, faz jus à fama e diz ao que veio: exibir o que há de novo e mais significativo no cenário atual da nossa produção cinematográfica.

Olha 2013 chegando feliz aí, minha gente!
Confira:



16ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES
de 18  a 26 de janeiro de 2013

 131 filmes brasileiros em 54 sessões gratuitas divididas em novas grades temáticas;  
Simone Spoladore, destaque da sua geração, é a homenageada desta edição


A Mostra de Cinema de Tiradentes chega a sua 16ª edição de 18 a 26 de janeiro com homenagem, exibições e debates em torno do tema “Fora de Centro”. É crescente a quantidade de filmes produzidos fora do eixo Rio e São Paulo, como nunca antes aconteceu, assim como é menor a centralidade de realização nos dois tradicionais pólos, como se evidenciou nas inscrições para a Mostra Tiradentes 2013, com mais de 40% dos longas concebidos em outros Estados. Esta evidência é mais expressiva na programação atual, com mais de 65% dos longas originários de Minas, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Paraná e Bahia. 

A descentralização das políticas públicas de incentivo à produção cinematográfica, a disseminação da tecnologia digital e das obras realizadas coletivamente, bem como as iniciativas de formação de mão-de-obra, proporcionadas por programas de capacitação e qualificação em todo o país, são alguns dos fatores que provocaram transformações no fazer cinematográfico  culminando na perda do eixo geográfico (antes centrado em RJ-SP) e em novas experiências de estilos cinematográficos da produção recente.

Diante deste cenário, a 16ª Mostra Tiradentes lança o desafio de exibir, refletir e colocar em evidência a produção cinematográfica brasileira contemporânea em 131 filmes – 34 longas e 97 curtas em 54 sessões de cinema apresentando ao público uma produção diversificada, proveniente de vários Estados brasileiros. Abre o calendário audiovisual do País com a produção paraibana “Onde Borges Tudo Vê”, de Taciano Valério, a ser exibida no dia 18 de janeiro, às 21h, no Cine-Tenda.

Durante nove dias de programação ampla e oferecida gratuitamente ao público, a pequena cidade de Tiradentes torna-se a capital do cinema reunindo um público estimado em mais de 30 mil pessoas. “A cada ano, a Mostra Tiradentes tem demonstrado sua capacidade de renovar-se e estabelecer diálogo entre as diversas esferas da sociedade e as forças constituintes de uma cinematografia. Nesta edição o público vai conhecer a produção brasileira de todos os cantos do Brasil, novos diretores, novas maneiras de fazer cinema – a diversidade na pulsação da contemporaneidade”,  afirma Raquel Hallak – coordenadora do evento.


A atriz paranaense Simone Spoladore é a homenageada desta edição pelas escolhas de atuação que realiza e o destaque atingido nas telas. Para compor a homenagem, a Mostra selecionou filmes emblemáticos e recentes de sua carreira - “Nove Crônicas para Um Coração aos Berros” (DF),de Gustavo Galvão, “A Memória que Me Contam” (RJ), direção de Lúcia Murat e “Sudoeste” (SP), do diretor Eduardo Nunes -além de convidar críticos e cineastas para debaterem seu percurso.

Novas mostras temáticas marcam esta edição, além da conhecida e aguardada Mostra Aurora, dedicada a jovens diretores com até três longas-metragens na carreira e que primam pela inquietação formal ainda não legitimada. Dos sete concorrentes deste ano, cinco são documentários(Ventos de Valls, Matéria de Composição, Nas Minhas Mãos Eu Não Quero Pregos, Flutuantes e Os Dias com Ele) e dois são ficção (Ferrolho e Linz - Quando Todos os Acidentes Acontecem).  Minas Gerais participa com o recorde de três produções nesta seção competitiva.

“Havia mais de 35 filmes inéditos inscritos com perfil para a Mostra Aurora. Poucas vezes vi o ´Aurora´ com tanta personalidade própria. Esta programação tem algo de estratégia política de percepção, de visibilidade e de discussão”, aponta o curador Cléber Eduardo.

Uma parceria inédita com a Divisão de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores permitiu a concessão do Prêmio Itamaraty no valor de R$ 50 mil para o vencedor da Mostra Aurora deste ano, a ser escolhido pelo Júri da Crítica.

TRANSIÇÕES, AUTORIAS E SUI GENERIS

A Mostra Tiradentes inaugura este ano três novas mostras temáticas que organiza conceitualmente os filmes selecionados: Mostras Transições, Autorias e  Sui Generis.

Mostra Transições é dedicada a diretores em início de carreira que propõem um olhar ou uma procura cinematográfica, gerando expectativa pelos trabalhos seguintes daquele realizador. Sete filmes serão exibidos na Mostra Transições 2013, alguns já premiados em festivais nacionais e outros em pré-estreia nacional: “Eles Voltam” (PE), de Marcelo Lordello, ficção vencedora do último Festival de Cinema de Brasília;“Esse Amor que Nos Consome” (RJ), de Allan Ribeiro, que levou os prêmios de Direção de Arte e Montagem em Brasília; “Sinais de Cinza” (BA), documentário de Henrique Dantas; “A Balada do Provisório” (RJ), de Felipe David Rodrigues, “Boa Sorte Meu Amor” (PE),primeiro longa do diretor pernambucano Daniel Aragão que conquistou os prêmios de Melhor Direção e Melhor Som no Festival de Brasília, “Supernada” (SP),segundo longa-metragem de Rubens Rewald, que levou Melhor Ator (Marat Descartes) no Festival de Gramado  e Melhor Filme e Prêmio Especial do Júri na Mostra Novos Rumos do Festival do Rio. “Supernada” foi ainda selecionado para os festivais de Amiens (França), Mar del Plata (Argentina) e Pune (India);  e“Doce Amianto” (CE), de Guto Parente e Uirá dos Reis, em pré-estreia nacional.

Já a Mostra Autorias traz diretores, fotógrafos ou produtores que prefiguram um modo próprio de olhar com alta mediação estilística e exibe nesta edição “Otto” (MG), do veterano Cao Guimarães, Melhor Documentário no Festival de Brasília do ano passado, “Jards” (RJ), de Eryk Rocha, Melhor Direção no Festival do Rio, e “Doméstica” (PE), de Gabriel Mascaro, realizador pernambucano que tem instigado a crítica e plateias nacionais e internacionais com seus filmes anteriores como “Avenida Brasília Formosa” e “Um Lugar ao Sol”.

Como sugere o termo, a Mostra Sui Generis contempla propostas de estilo próprio, fugindo do senso comum e quebrando expectativas. Três filmes estão na Sui Generis: Vertigem Branca” (PE), produção experimental dirigida por Breno Silva, Dellani Lima e Simone Cortezão, “Semana Santa”,longa mineiro de ficção com direção de Leonardo Amaral e Samuel Marotta e “Claun – Parte 1: Os dias aventurosos” (RJ), filme de Felipe Bragança, nome da geração carioca premiado na Mostra Aurora de Tiradentes em 2009, com o longa “A Fuga da Mulher Gorila”.


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