segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dia 17




Hoje é meu último dia em Cannes.
Ontem, quando voltava da Croisette para a Boca, vim com um sorriso nos lábios. Estava banhada de alegria pelos dias que passei aqui. Fui premiada com passeios, amizades, possibidades de trabalhos futuros e principalmente, aquele enorme e indescritível prazer de conhecer outro lugar. É tão bom. É tão lindo.

A rota migratória de minha alma seguindo sempre pro Norte. Sul. Leste. Oeste.
Ao centro, a la dentro.
Salut.

Lua cheia em Cannes





Pensei no que queria dizer vindo no caminho da Croisette para cá. E era muita coisa.
Mas o tempo aqui voa e agora não posso postar nada senão isso.
C'est la vie.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Uma, eu te amo!





Depois de dormir às 5h30 da manhã, claro que perdi le petit déjeuner. Mas tudo bem, eu durmo muito pouco e não dá para se ter tudo nessa vida.

Saímos para assistir ao filme do Nanni Moretti, “Habemus Papam”. Sentamos super bem, mas dessa vez tinha um cabeçudo na minha frente. Pra vc ver como é que são as coisas, a sala era o Grand Théàtre Lumiére, a principal sala do “complexo” Palais du Cinema, mas sofri para poder ver o filme.

Moretti dá um soco na igreja católica. Como o nome prenuncia, o filme é uma ficção sobre a eleição de um novo papa que... é melhor vc ir ver. Certamente o filme será exibido no Brasil, Moretti é um diretor consagrado, que já ganhou aqui mesmo em Cannes a Palma de Ouro com "O Quarto do Filho" (2001) e é claro que terá distribuidor. Eu sei que os jornais vão entregar tudo que eu não vou dizer, mas não gosto que me contem filme que não vi, então serei coerente e tb não contarei.

Depois da sessão, ficamos naquela “e aí”? Depois de pensar um pouco, resolvemos voltar ao hotel, comer e dar uma descansada. Pedimos aqui em frente, um super restaurantezinho fofo, charmoso e barato uma salada e um crepe de salmão e fomos comer no quartinho mesmo.

Fiquei estressada com um desaparecimento súbito de um post anterior, mas acabei fazendo algo raro: dormi à tarde. Um pouco depois, a Priscila apareceu com um convite para jantarmos com um amigo americano que tinha conhecido no Marché. O convite era promissor: seria no Carlton, um dos hotéis mais chics da Croisette. Modelito noite e vamos lá.

Mas olha, no caminho, vendo ali no calçadão croisettano as pessoas, o telão do Cinema Du Plage e outras coisas mais, o meu lado blasé suburbano falou forte e joguei pro alto o jantar chique. Resolvi tomar sorvete de dois euros vendo o cinema na praia enquanto aguardava minha amiga Vik vir me encontrar.

Vik é uma queridona de todos nós do Festival do Rio, uma inglesa que nasceu e mora até hoje em Santa Teresa. Como eu, Vik gosta de andar e foi a companhia perfeita!

Andamos por uns lados que eu super queria conhecer, umas ladeirinhas por dentro do bairro, cheiiiiia de bares lindos, maravilhosos, típicos e elegantérrimos, com muita gente fazendo boemia. Pinto no lixo!!! Subimos ladeiras acima até chegarmos a um castelo que a gente vê lá de baixo. É um museu. Por acaso estava tendo uma festa de quê? Um croissant para quem respondeu gente de cinema, no caso, canal Plus. Cagamos baldes e ficamos vendo a belíssima paisagem de Cannes pelo alto. Lindo!




Quis voltar por onde tínhamos vindo. Queria agora desfrutar dos barzinhos queridos, queria boemia e gente na veia. Ao descer, cruzamos assim, como quem não quer nada, com um bonitão moreno bem elegante acompanhado de uma loura que já foi mais bonita mas que mantém seu charme. Os nomes? Antonio Banderas e Melanie Grifith. O lado blasé balançou um pouco mas se manteve firme. Dei um sorriso de alegria e mantive o passo.

Acabamos escolhendo um barzinho bem simpático que tinha a cara do nosso bolso.




Ao sentarmos, olhamos pro lado e...gente de cinema, puxa, como vc adivinhou? Mas dessa vez eram uns amigos brasileiros: o curta-metragista (Simpatia do Limão) Miguel de Oliveira, sua esposa e produtora Monica Vilela, o diretor Felipe Joffily (Muita calma nessa hora) e uma moça que eu ainda não conhecia, a super simpática e gentil Alessandra Felix. Juntamos a mesa e ficamos ali, papeando e nos divertindo.

No meio da conversa, olho pro lado e vejo Banderas e Melanie descendo a ladeira. Mostrei para os amigos de mesa, Miguel puxou uns aplausos e foi uma cena muito legal, todos ao redor aplaudindo Banderas passar. Ele, alegrinho que só, deu maior sorrisão, uma remexida nos quadris e seguiu seu caminho.

Continuamos nossa agradável conversa e uns cinco minutos depois, vejo de relance ela, a minha musa, a mulher mais linda o cinema mundial: Uma Thurman.

Genteeeeee!!!!! O que se sucedeu foi algo do fundo da minha alma. Mais rápido do que a espada de Samurai do Kill Bill, com os pulmões cheios e sem ninguém entender nada, eu gritei: UMA, I LOVE YOUUUUUUU!

Miguel e Felipe, quando se deram conta, saíram atrás dela e eu tb claro. Agarrei o braço do Felipe e nós dois, querendo ser os tietes mais educados do mundo, ficamos a dois metros da Deusa Thurman, rindo e babando, não necessariamente nessa ordem. Ficamos ali, parados, até nossa diva entrar num carro e ir embora.

Voltamos felizes e extasiados para a nossa mesa, onde ficamos nos gabando da sorte incrível que a gente teve.

E já são 6h da manhã e eu aqui contando essa história para vcs.
Ai ai...

Hoje o dia será sério (ai ai ai):
13h – entrevista com o elenco de “Trabalhar cansa” para o CINEMA EM SINTONIA.
13h30 - entrevista com os diretores de “Trabalhar cansa” para o CINEMA EM SINTONIA.
14h – espero encontrar Vivian Ostrovsky
Fim da tarde – coquetel no stand do Cinema do Brasil e quem sabe mais alguns depoimentos pro CINEMA EM SINTONIA.
Noite – só conto depois que acontecer para não entrar areia.
Acho que meu petit déjeneur vai precisar ser regado de RedBull.
Bonjour à touts.

Primeiro filme em Cannes



Ontem foi um dia intenso!
Assisti à primeira sessão do brasileiro “Trabalhar cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, às 14h, que foi também o primeiro filme que assisti em Cannes. Gente, quando as luzes se apagaram e apareceu a vinheta do Festival, eu sentadinha naquela poltrona suuper confortável da Sala Debussi, olha, devo confessar que foi uma emoção. Meus filhos Ian e Igor sempre me dizem que eu sou blasé pq digo que não me abalo facilmente com essas coisas. Pois olha, filhos, dessa vez sua mãe balançou na base. Bateu na espinha um “Carai, tô assistindo uma sessão privé em Cannes!” Uhuuu!!!

Fui uma das últimas a entrar, a sala estava lotada e não era de brasileiros, ok? A fila para assistir ao filme produzido por Sara Silveira estava enorme e eu e Claude estávamos no grupo das últimas vinte pessoas a entrar. Sara é poderosa!

Sentei na última fileira, mas vi o filme tranquilamente, sem nenhuma cabeça na minha frente. A arquitetura da sala é perfeita, realmente pensada para ter excelente visão da tela, esteja vc sentado no lugar que for. Um luxo.

O filme da dupla de diretores não é um filme fácil, mas eu gostei. É o primeiro longa deles, e tem lá seus tropeços, mas nada que comprometa, muito pelo contrário. Não sou critica e nenhuma grande analisadora, mas reconheço em “Trabalhar cansa” a personalidade impressa em “Um ramo”, curta-metragem dos mesmos autores, que inclusive, investiram na mesma atriz, Helena Albergaria.

Quando o filme acabou, lá fomos nós bater pernas. Andamos prum lado que ainda não tínhamos explorado e descobrimos a praia da Croisette, cheia de barraquinhas de – adivinha! – gente de cinema, com uma enorme estrutura para o Cinema de La Plage.


Andamos, andamos e paramos para comer num lugar legal, com bon marché e boa comida. Aliás, parênteses: como os franceses são simpáticos aqui. Dá até gosto!

Bom, depois de degustar um polet bem picante, fomos para a fila do novo filme de Gus Van Sant, o mesmo diretor de Milk (aquele maravilhoso com o Sean Penn), que eu adoro. Vcs não vão acreditar no tamanho da fila. Eu me dei ao trabalho de gravar com o celular o tamanho da bicha (como dizem os portugueses). Na boa, deu quase 2 min de gravação. Vou tentar postar aqui para quem achar que virei pescadora.



Aí, um detalhe. Essa pessoa que vos escreve tem alta sensibilidade à mudança de água. Como aqui se bebe água da torneira, eu caí nessa asneira, e aí... bom, minha barriguinha parecia a segunda guerra mundial, ou, para ser mais atual, o bombardeio que o Obama fez na cabeça do Osama. Sucumbi. Larguei minha amiguinha na fila e peguei a van para o hotel. Vim sofrer sozinha.

Passei a tarde sofrendo de dor de barriga e de abstinência de internet que não queria dar o ar de sua graça de jeito nenhum. Depois de muita irritação por esses e outros males que rolaram mas que eu nem me darei ao trabalho de comentar, resolvi que eu tinha era que sair daquele quarto correndo. E foi o que eu fiz. Ponto para mim.

A lua estava linda e saí munida do meu gravador para registrar depoimentos para o CINEMA EM SINTONIA dos brazucas que – agora sim - estavam em peso prestigiando a segunda sessão do filme de Rojas, Dutra e Silveira. Encontrei vários amigos queridos, saímos para comemorar a estréia e depois voltamos ao nosso albergue, digo, hotel Maeva.



E vamos interromper novamente que já são 5h20 da manhã e eu ainda não dormi.
Louca!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Festa!





Meu primeiro dia em Cannes poderia se chamar "pernas que te quero andando!". O hotel em que estou hospedada fica a 4km do buchicho. Eu e Claude, minha bat amiguinha, fomos passeando pela Boulevard du Midi atééé chegar à Croisette, onde pudemos observar o belo mar do litoral de Cannes.

Como se sabe, estamos na primavera aqui na França. Camisetinha, roupinha leve e chinelinho?? nããoo! Saímos às 11h da manhã e era um frio que nos fez colocar camisa de manga comprida e casaco, embora eu não tenha aberto mão do meu shortinho dOEstudio que eu adoro! A bem da verdade, no meio do caminho fui tirando tudo, porque o sol é o astro rei e o calor se fez em mim.

Os franceses (ou seriam os europeus, de um modo geral?) tem um jeito particular de encarar a praia. Assim como no Brasil, é um território realmente livre, só que ao contrário de nossa santa terrinha, aqui a maioria das moças - ou não tão moças assim - não abrem mão do bom e velho topless. Noventa porcento das mulheres na praia pagam peitinho legal. E ninguém joga areia nelas porisso, como muito se fez nas praias de Ipanema/Leblon quando a mulherada tentou fazer isso nos anos 80! E vou te dizer, não são apenas as mulheres que tem esse jeito próprio de estar livre nas areias. Eu e Claude vimos um homem, digamos, hãã, nada bonito, tirar calmamente o seu calção, em pé, deixando, hãã, a sua intimidade ao bater da brisa, enquanto colocava um short mais folgadinho e sequinho. Ulalá.

Para quem gosta de um barquinho como eu, chegar à Croisette pela primeira vez é uma comoção. São muuuitos veleiros, lanchas e iates atracados numa linda marina.
Mastros e mastros enfileirados, fazendo uma paisagem que me agrada os olhos. Do outro lado da rua, a hora e a vez da arquitetura francesa que é absolutamente linda, sempre!



Muita gente na rua! Muita gente. Cannes ferve. O Festival de cinema mobiliza a cidade inteira e é hilário ver um bando de pessoas super bem vestidas desfilando com cartazes pedindo convites. Cara de pau e penetra, meu povo, existe em qualquer lugar!

Graças aos céus chegamos cedo para a retirada dos nossos crachás, porque uma hora depois, a fila era quilométrica, parece que o sistema caiu e todo mundo ficou ao sol, às vezes de mala, para receber o seu "passaporte" para o festival.

E olha, a expressão "todo mundo" é quase literal por aqui. Quem não trabalha com cinema talvez não tenha noção de quanta gente envolve esta arte. No Marché du Film, centenas de stands do mundo inteiro, mostrando/vendendo os filmes que estão sendo produzidos, sendo visitados por milhares de pessoas falando todas as línguas. Business puro!


Em frente ao Palais du Cinema, ou melhor dizendo, por toda extensão ao seu redor, a rua é protegida por grades de ferro, onde a galera fica que nem no Círio de Nazaré, em Belém, sentadinho em cadeiras e escadas querendo ver o astros de cinema, em suas limusines, passarem. O "desfile" começou por volta das seis da tarde. Era smoking e vestidos longos por toda a parte, mas principalmente saindo do Majestic Barriere, hotel dez estelas aqui na Croisette.

Depois de um delicioso fim de tarde degustando vinho rosé na companhia de Wilson Feitosa e Priscila Miranda, nossa parceira de quarto, eu e Claude retornamos ao hotel para colocarmos nosso modelito "noite".

E vou dar uma pausa porque esse post já tá longo demais!

En Cannes




Bonjour à touts. Je suis en Cannes!!

Olá todos!

Respirei fundo, atravessei o Atlântico e vim conhecer este que é o maior festival de cinema do mundo na atualidade.

O Festival de Cannes chega à sua 64ª edição. São sessenta e quatro anos de cinema na cidade que fica na famosa Côte d'Azur, belíssima região que faz jus ao nome.

Nesse período, a cidade ferve.
Ontem, no ônibus que me trouxe do aeroporto à cidade, não tinha lugar para tantas pessoas com suas malas, equipamentos e etceteras. Gente de todo lugar do mundo, falando inglês, francês, espanhol, chinês! Foi até divertido.

É claro que tem quem não passe por esses apertos e cheguem do aeroporto de helicópeto. São os grandes astros do cinema mundial chegando para a festa de abertura, que será hoje, dia 11 de maio, às 19h daqui, duas da tarde daí.

No tapete vermelho vão passar o presidente do juri deste ano, o ator Robert de Niro, a fabulosa Uma Thurman, o bonitão Jude Law, e ainda falaram de Brad Pitt e Angelina Jolie. Será?

O filme de abertura é o novo do diretor americano Woody Allen, chamado "Meia-noite em Paris".

O Brasil está representado por 4 filmes. Um deles está na mostra competitiva, o longa "Trabalhar cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra, que estiveram presentes em Cannes com outros três curtas-metragens em outros anos.

E eu, estarei por aqui, tomando um solzinho, comendo um croissantzinho, e contando as novidades para vcs.

À plus tard!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

SEMANA ABC / PRÊMIO ABC




http://www.abcine.org.br/uploads/pdf/semanaabc2011_programacao_4.pdf



Os principais profissionais técnicos e criativos do cinema nacional estarão mobilizados, entre os dias 4 a 7 de maio, para a Semana ABC / Prêmio ABC de Cinematografia. Organizado pela Associação Brasileira de Cinematografia, o evento, que acontece há 10 anos (prêmio) alternadamente entre o Rio de Janeiro e São Paulo, é um grande sucesso entre os profissionais e demais interessados no mercado cinematográfico.

Criada em 2003, a Semana ABC reúne seus associados para se atualizarem e entrarem em contato com as novidades tecnológicas da indústria cinematográfica. Neste ano, a Semana acontece na PUC/Rio, e traz Affonso Beato, Adrian Teijido, Jeffrey Reyes e outros nomes altamente gabaritados para abordarem temas relativos às novas tecnologias e ao mercado audiovisual.

Como é de praxe, a Associação presta homenagem a um grande profissional de cinema. Walter Lima Júnior é o cortejado do ano. Esse famoso diretor niteroiense é autor de uma obra incontestavelmente rica, iniciada em 1965 com “Menino de Engenho”, e que já foi premiado diversas vezes, inclusive com um Urso de Prata do Festival de Berlim, pelo filme “Brasil ano 2000”(1969).

A homenagem será realizada na noite do Prêmio ABC, marcada para o dia 7 de maio, em grande festa no Iate Clube do Rio de Janeiro, quando também serão divulgados os eleitos melhores do ano pelos associados.

A votação, feita exclusivamente por membros da Associação Brasileira de Cinematografia, será concluída até o dia 30 de abril de 2011.

Concorrem ao Prêmio, os filmes brasileiros lançados durante o ano de 2010. Os longas-metragens concorrem a quatro grandes prêmios:
Prêmio de Melhor Direção de Fotografia,
Prêmio de Melhor Som,
Prêmio de Melhor Direção de Arte,
Prêmio de Melhor Montagem.

A ABC também premia nas seguintes categorias:

Prêmio de Melhor Fotografia de Curta-Metragem
Prêmio de Melhor Fotografia de Programa de Tv;
Prêmio de Melhor Fotografia de Filme Comercial;
Prêmio de Melhor Fotografia de Filme Estudantil (Selecionados a partir de indicações feitas por professores das Universidades participantes);

Os longas concorrentes deste ano são:

Melhor Direção de Fotografia
Chico Xavier – Nonato Estrela, ABC
Os Famosos e os Duendes da Morte – Mauro Pinheiro Jr, ABC
Olhos Azuis – Nonato Estrela, ABC
A Suprema Felicidade – Lauro Escorel, ABC
Tropa de Elite 2 – Lula Carvalho

Melhor Direção de Arte
O Bem Amado – Cláudio Amaral Peixoto
Chico Xavier – Cláudio Amaral Peixoto
Os Famosos e os Duendes da Morte – Marcelo Escañuela
A Suprema Felicidade – Tule Peake
Tropa de Elite 2 – Tiago Marques Teixeira

Melhor Som
Chico Xavier – Carlos Alberto Lopes, Simone Petrillo, Branko Neskov, CAS
Os Famosos e os Duendes da Morte – Geraldo Ribeiro, Martin Grignaschi
As Melhores Coisas do Mundo – Louis Robin, Alessandro Laroca, Armando Torres Jr
A Suprema Felicidade – Romeu Quinto, ABC; Miriam Biderman, ABC; Ricardo Reis, Jose Luis Sasso
Tropa de Elite 2 – Leandro Lima, Alessandro Laroca, Armando Torres Jr

Melhor Montagem
5x Favela - Agora Por Nós Mesmos – Quito Ribeiro
As Melhores Coisas do Mundo – Daniel Rezende
A Suprema Felicidade – Letícia Giffoni
Tropa de Elite 2 – Daniel Rezende
Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo – Karen Harley