quinta-feira, 19 de abril de 2012

Todo dia era dia de índio



Uma disputa por terras indígenas na Amazônia, que dura 46 anos, é tema de Vale dos Esquecidos, filme que estreia nos cinemas dia 20 de abril em São Paulo e 27 de abril no Rio.

O documentário Vale dos Esquecidos estreia nas salas de cinema de São Paulo no dia 20 de abril e 27 de abril no Rio. Depois de participar com sucesso dos festivais Hot Docs, no Canadá; Chicago Film Festival, nos Estados Unidos; É Tudo Verdade e do Festival do Rio, a produção que retrata o conflito entre índios Xavantes, posseiros e fazendeiros na área da Amazônia no nordeste do Mato Grosso chega às telas dos cinemas.

O primeiro longa-metragem dirigido por Maria Raduan aborda a disputa, que já dura 46 anos, pela região considerada o maior latifúndio do mundo na década de 70, conhecida como a Fazenda Suiá-Missú, cuja área é equivalente a 252 vezes a ilha de Manhattan.
Com roteiro assinado por Felipe Braga e Maria Raduan, direção de fotografia de Sylvestre Campe, montagem de Jordana Berg, produção de Rodrigo Teixeira e trilha sonora de Almir Sater, Vale dos Esquecidos é a história de um pedaço do Brasil em guerra contra si mesmo.

Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, indicado duas vezes ao Prêmio Nobel, é um dos personagens do longa que tem ainda depoimentos do cacique Damião Paridzané, do líder Xavante Marawãtsède; de Dario Carneiro, funcionário da fazenda na época; do fazendeiro John Carter; do político Filemon Limoeiro; da líder dos sem-terra Rosa Silva, e do posseiro Neto Figueiredo.

FICHA TÉCNICA
Direção: Maria Raduan
Direção de fotografia: Sylvestre Campe
Edição: Jordana Berg
Roteiro: Maria Raduan e Felipe Braga
Trilha sonora: Almir Sater
Edição de áudio: Beto Ferraz e Rodrigo Ferrante
Produção: Rodrigo Teixeira e Maria Raduan
Realização: Tucura Filmes e RT Features


Para mais informações visite o site: http://valedosesquecidos.com.br/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tipo IMPERDÍVEL!



O Baukurs Cultural exibe no próximo dia 27 o filme ”Jorge Mautner – O Filho do Holocausto”, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt em sessão especial, às 20 horas. A entrada é franca, mas é preciso fazer reserva de lugar antecipadamente por e-mail (secretaria.bkc@baukurs.com.br) ou pelo telefone 2246-6242.

O filme traz entrevistas com amigos de infância, parentes e parceiros de composição, além de imagens raras de arquivo, que rememoram fases importantes de sua trajetória, desde a infância até os dias de hoje. Mautner é acompanhado por sua banda na gravação de um show com releituras de 26 de seus maiores sucessos, como Maracatu Atômico, Lágrimas Negras e Cinco Bombas Atômicas. Acompanhando por Nelson Jacobina (guitarra), Pedro Sá (guitarra), Kassin (baixo), Berna Ceppas (teclados e efeitos), Domenico Lancelotti (bateria), Mautner recebe dois de seus principais parceiros de música: Caetano Veloso, com quem interpreta Todo Errado, Tarado e Manjar de Reis; e Gilberto Gil, com quem divide a cena em Outros Viram, Os Pais e Rouxinol.

Numa palavra: IMPERDÍVEL!!!

Quem se importa?



Fui assistir à pré do filme de Mara Mourão, entrevistada do CINEMA EM SINTONIA de hoje (20h, 94,1FM).

Durante a entrevista, Mara, que é engajada com assuntos sociais (vide seu filme anterior, Doutores da Alegria) disse uma coisa interessante, que ela tinha feito o filme pensando justamente em destacar as boas noticias do mundo, casos de ações bem-sucedidas voltadas para o coletivo.

O filme é exatamente isso. Um grito de otimismo e de conscientização.

Cinema tem dessas coisa que eu tanto amo. Não é apenas arte, é suporte para assuntos e causas, é instrumento e ferramenta para mobilizações.

Vamos nos mobilizar a criar um mundo melhor. Comece por vc.

http://youtu.be/rwhMIEyoFJk


Coisas interessantes a saber sobre Mara Mourão:

Nasceu em 1961 no Rio de Janeiro, mas radicada em São Paulo, Mara Mourão fez curso de Comunicação Social na FAAP, SP. É Roteirista, cineasta e montadora.

Em 1983, Mara Mourão foi para Nova York e fez curso de cinema na New York University, período em que realizou os curtas em 16 mm, “Focusing” (1983), “Captains” (1983) e “Impressions” (1985). A diretora realizou vídeos premiados, como “Ameianoite”, que ganhou o Special Merit Award no 11º Festival de Vídeo de Tókio.

Mara Mourão desenvolveu carreira também na publicidade. Começou como assistente de produção, passando para assistente de direção, e, por fim, dirigindo campanhas publicitárias de sucesso entre 1996 e 1998.

A estréia em longa-metragem aconteceu em 1998 como o debochado “Alô?!”, filme sobre o “jeitinho brasileiro”. Protagonizado por Betty Lago, Herbert Richers Jr, Wellington Nogueira e Myriam Muniz.

O filme marcou a volta ao cinema da saudosa Myriam Muniz, que estava há quinze anos afastada dos longas. Seu trabalho em “Alô?!” lhe valeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de São Vicente. O filme foi o vencedor também de Melhor Direção no Festival de Cuiabá.

Em 2002, Mara Mourão escalou os astros Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini e Caco Ciocler para a comédia “Avassaladoras”. Chris Nicklas, Paula Cohen e Ingrid Guimarães complementam o elenco desse filme que foi sucesso de público nos cinemas.

Três anos depois, o filme virou minissérie exibida pela Record com o nome “Avassaladoras – a Série, dessa vez com as atrizes Virginia Cavendish, Gisele Itié, Débora Lamm e Vanessa Lóes, além de Eduardo Galvão e Márcio Garcia.

Mas foi em 2005 que Mara Mourão conquistou o público e a crítica com o documentário “Doutores da Alegria”. O filme focaliza o projeto “Doutores da Alegria” fundado por Wellington Nogueira - com quem é casada, e acompanha um grupo de atores em visita às crianças internadas em hospitais.

“Doutores da Alegria” consagrou a diretora e movimentou o Festival de Gramado, onde recebeu o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio do Júri Popular. O filme foi laureado também no Festival de Cinema Brasileiro em Nova York como Melhor Filme, e no Cine Paraty como Melhor Longa-metragem em Documentário.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dicas CINEMA EM SINTONIA

CURSO DE CINEMA DOCUMENTÁRIO

Durante este curso diversos documentários contemporâneos serão exibidos e analisados. Ao longo de sete semanas examinaremos todos os elementos de um documentário: da pesquisa e do roteiro à trilha sonora, os entrevistados, as locações e as técnicas de entrevista. O uso de elementos de ficção no documentário, o que funciona? Afinal, o que é um bom documentário?

com ROBERTO MADER

19 e 26 ABR e 03,10,17 e 31 MAI
Quintas, das 19h às 21h30

Currículo:
O cineasta Roberto Mader tem uma variada experiência com o cinema documentário, que vai do telejornalismo e cinema comunitátios nos anos 80, ao seu premiado filme Condor.
Durante quinze anos, ele viveu na Inglaterra, onde dirigiu documentários para, entre outros, a BBC e o Channel 4. Mader é professor de cinema documentário na PUC-RJ

Valor: R$ 580,00
(10% para pagamento à vista até uma semana antes do início do curso ou em 2X)

Espaço Telezoom – Rua Mario de Andrade 48 – Largo dos Leões – Humaitá – RJ
espaco@telezoom.com.br

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Un certain regard/ Um certo olhar


http://www.cannesinteractive.com/newsletter/2012/Newsletter5/Newsletter5_EN.html

Tim Roth será o Presidente do Juri da mostra Un Certain Regard/Cannes 2012.

O ator e diretor inglês Tim Roth será Presidente do Juri da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes, cujos filmes serão anunciados na próxima semana, juntamente com a selecção da competição oficial do festival mais aguardado do ano.

Tim Roth esteve a primeira vez em Cannes com Cães de Aluguel e depois com Pulp Fiction, ambos do diretor norte-americano Quentin Tarantino (Palme d'or, 1994).

Em 1995, Tim Roth foi indicado ao Oscar pela interpretação em Rob Roy, dirigido por Michael Caton-Jones. Roth dirigiu seu primeiro filme em 1999: Zona de Conflito (The War Zone), recebendo indicações para prêmio em Cannes, Sundance e Toronto.

Un certain regard (UCR) é uma mostra paralela à seleção oficial do Festival de Cannes, lançada durante a edição de 1978 do festival.

A cada ano vinte filmes fazem parte da seleção. O prêmio Un certain regard é concedido a um desses filmes na forma de distribuição no circuito francês e €30 mil ao diretor do filme vencedor.

Un certain regard (Um Certo Olhar) coloca em perspectiva um cinema mais atípico que os da seleção principal e recompensa cineastas pouco conhecidos.

Alguns filmes brasileiros que já foram selecionados para a mostra Un certain regard:
Madame Satã, de Karim Ainouz;
Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra;
Cidade Baixa, de Sérgio Machado;
Cinema, Aspirina e Urubus, de Marcelo Gomes
À deriva, de Heitor Dhalia.

IMAGINÁRIO e PERIFÉRICO

IMAGINÁRIO PERIFÉRICO

o que é quanto custa onde pode ser encontrado


O Imaginário Periférico, coletivo artístico carioca, completa vinte anos de atividades intensas. Para celebrar a data, foi produzido um documentário de 20min sobre a trajetória do grupo, que será lançado no Centro de Arte Helio Oiticica no dia 14 de abril - aonde permanece em cartaz por um mês. O curta, editado a partir de 96 horas de material gravado em diversas mídias, tem roteiro de Helio Branco; Julio Sekiguchi; Mirela Luz; Roberto Tavares, e direção de Raimundo Rodriguez.

O coletivo

O IMAGINÁRIO PERIFÉRICO é um coletivo artístico formado em 1992 pelos artistas visuais Raimundo Rodriguez, Julio Sekiguchi, Roberto Tavares, Deneir de Souza, Jorge Duarte e Ronald Duarte com o fim de propor intervenções artísticas marginais ao eixo zona sul/centro na cidade do Rio de Janeiro. A partir das primeiras manifestações do grupo, outros artistas foram sendo convidados, estes convidavam outros e assim sucessivamente formando uma rede que totaliza mais de quinhentos artistas participantes. As ações - na verdade celebrações pela alegria e espontaneidade - são promovidas por músicos, poetas, dançarinos e artistas plásticos, com duração de um dia, geralmente na Baixada Fluminense e em locais pouco convencionais como, por exemplo, um terreno baldio (Galpão do Gil/Nova Iguaçu), lonas culturais (São João de Meriti), Fazenda São Bernardino/Nova Iguaçu, Estação Central do Brasil/RJ ou Faculdade de Educação da Baixada Fluminense/ Duque de Caxias. Também procurou ampliar seu alcance refletindo sua atuação em espaços mais convencionais como SESC São Gonçalo e Petrópolis, Galeria 90/RJ, Galeria do Poste/Niterói, Intercâmbio com artistas no Ano do Brasil na França, Instituto de Arte Maria Teresa Vieira/RJ, dentre outros.



O documentário

A maioria dos eventos do Imaginário Periférico conta com os registros audiovisuais e fotográficos dos próprios artistas em mídias variadas - HI8, VHS e filme fotográfico. Apesar de muito material ter se perdido ou deteriorado, boa parte se encontra em perfeito estado e formam a base para a criação do curta sobre a história do coletivo. Noventa e seis horas de filmagem foram decupadas pela pesquisadora Renata Gesomino e pelos roteiristas para que um delicado painel afetivo sobre o grupo fosse montado pelo diretor Raimundo Rodriguez.

A característica mais marcante do IMAGINÁRIO PERIFÉRICO é a sua capacidade de reunir artistas de diferentes gerações e formações agregando valores da ordem do coletivo, diluindo fronteiras e estabelecendo pontos de contato e interseções inimagináveis no campo da arte institucional. O grupo consegue reunir artistas importantes no cenário da arte contemporânea, artistas de bienais de arte e feiras internacionais, com anônimos, jovens, populares e “periféricos” favorecendo a livre expressão de suas ideias, sem contudo perder sua força crítica, de forma lúdica e extremamente democrática. Suas celebrações sempre foram manifestos livres e experimentais, plásticos e sonoros e sem qualquer preocupação curatorial ou financeira. Talvez resida aí a força política do grupo e é esse sentido que o vídeo documentário explora.

Além da exibição pública no Centro de Arte Helio Oiticica, duas mil cópias em DVD serão distribuídas entre artistas, curadores, jornalistas e escolas públicas e bibliotecas.



Ficha Técnica

Idealização do Projeto e coordenação geral Mirela Luz



Direção Raimundo Rodriguez


Roteiro Helio Branco, Julio Sekiguchi, Mirela Luz, Roberto Tavares


Artistas Deneir

Jorge Duarte

Julio Sekiguchi

Raimundo Rodriguez

Roberto Tavares

Ronald Duarte



Críticos Luciano Vinhosa

Renata Gesomino



Pesquisa Renata Gesomino

Programação Visual Helio Branco

Fotografia still Sandra Moraes

Ilha de Edição Cicero de Carvalho

Motion graphics Cisko Diz

Trilha sonora Nivaldo Carneiro

Sonorização e mixagem Guga_bruno

Gravação e finalização Octávio Martins Duarte

Assessoria de Imprensa Paulo Almeida

Coordenador administrativo financeiro Miguel Gomes

Produção Graça Gomes e 96 Produções Culturais e Eventos




Serviço

Título: IMAGINÁRIO PERIFÉRICO o que é quanto custa onde pode ser encontrado

Local: Centro Municipal de Arte Helio Oiticica

Abertura: 14/04/2012 de 15h às 18h

Término: 13/05/2012

Mais Paulínia

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012/04/prefeitura-anuncia-o-cancelamento-do-festival-de-cinema-de-paulinia.html